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Dr. Uriel Alcântara

Dr. Uriel Alcântara é delegado titular da 167a. Delegacia de Polícia Civil do município de Paraty, RJ.


Como gerir os interesses particulares em prol da gestão organizacional?

Vivemos em uma sociedade capitalista baseada na busca incessante de bens de consumo que representem diretamente a realização pessoal. Todo bem consumido faz-se instrumento de realização, pela principal ideia de que a pessoa seja capaz de adquiri-lo com seu poder de compra, poder pelo qual, diferencia-se das demais. Os mesmos consumidores incessantes dessa sociedade, estão inseridos no mercado de trabalho, meio pelo qual adquirem esse “poder”. O interessante é a questão que todos, ou a grande maioria, está ali pelo seu salário e suas aspirações pessoais. Como fazer com que trabalharem em prol de um objetivo único, o de sua organização empregadora? Como fazer para que trabalhem juntos, em equipe? Independente de a pessoa estar empregado ou ser empregador terá que trabalhar com outras pessoas, o famoso trabalho em equipe. As empresas que se destacam no mercado são as que fazem com que esse aspecto seja o primordial, pois sem as pessoas empresa alguma funciona. É o maior ativo que uma empresa possui. Apesar dessa afirmativa um tanto quanto básica, empregadores acreditam que esse é apenas um detalhe. Onde um bom uso de palavras ásperas e o salário no final do mês não supram. Uma equipe coesa é a determinante para o sucesso ou fracasso de uma organização. Para exemplificar a importância dos profissionais para a organização, deveremos pensar em um clube de futebol, onde o clube é a empresa e seus profissionais os jogadores. Se não houver um ótimo trabalho em equipe, clube algum ganha jogo. Mas esse processo não é simples, depende de muito “treino” e dedicação. A cultura organizacional, a qual se baseia no conjunto de valores, crenças, rituais e normas adotadas pela organização, traçam o caminho padrão para a execução de suas atividades. A melhor forma de adquirir um eficiente trabalho em equipe é instruir todos em prol dos objetivos da organização. Fazer com que se sintam pertencentes à empresa e que os objetivos sejam de sua compreensão e participação. Essa estratégia, além de todos participarem, faz com que tenham compromisso com o que foi acordado como meta, isso aumenta a participação e a responsabilidade de cada colaborador com o resultado final. Fazer com que a equipe assuma suas ações, tanto seus acertos e seus erros como um todo. Essa estratégia faz com que o indivíduo e a equipe comprometam-se No resultado do trabalho. As pessoas são diferentes e consequentemente a maneira pela qual se da a comunicação deveria seguir esse caminho. A comunicação deve ser direta e focada nas particularidades de cada cooperador. Clara e objetiva, esse é o segredo, utilizando todos os meios para a sua efetividade. Meios como reuniões, avisos em murais, uso de e-mail, telefone, intranet, entre outros. Uma fundamental ferramenta é o feedback, a resposta, que é de suma importância, pois dá abertura ao mesmo, e através dele termina-se o ciclo da comunicação. O feedback tem que ser verdadeiro e isso implica em abrir canal para que todos se sintam seguros em expressar suas opiniões sem medo de retaliações. Estratégia que deve ser priorizada, pois conta com as opiniões de quem esta com a “mão na massa”, quem trabalha, quem faz acontecer. Evitar a todo custo que as subculturas influenciem negativamente a organização. Focar no respeito ao próximo e na clareza das relações. Combater à costumeira fofoca, citar um colaborador e critica-lo quando o mesmo não estiver presente, desvalorizar o trabalho do grupo para terceiros, entre outras ações que apenas tem o resultado de desagregar a equipe ou os colaboradores. Como um contrato, todas as regras e acordos feitos entre a gestão e os colaboradores tem que ser respeitado, gerando segurança e confiança da equipe. Não pode ser desrespeitada por superiores, pois assim gera falta de credibilidade e desagrega a organização. Regras são regras, tanto as normativas quanto as acordadas entre a equipe. O gestor em hipótese alguma pode perder o controle emocional a cada situação cotidiana. Não pode agir como quem empunha um chicote, tem o “poder” e autoridade para compartilhar com sua equipe, e ela seguir suas opiniões e ideias, não suas ordens e gritos. Desde o início do artigo, as pessoas são adjetivadas como heterogêneas e com isso suas diferenças fazem com que a organização seja diversificada e plural. Não deve fomentar o pré-conceito por qualquer tipo de diferença, tanto sexual, étnica, religiosa, entre outras. A pluralidade encontra-se na sociedade como um todo, na organização não é diferente. O foco deve ser em suas qualidades e conhecimentos, principalmente, o seu capital intelectual que nada mais é que seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Aproveitando-os a sua melhor maneira, para que aplicados, haja o diferencial, a vantagem competitiva em relação ao mercado. Somos capazes de façanhas incalculáveis para alcançar nossos objetivos, infelizmente ou felizmente, vivemos em sociedade. Assim, devemos nos adaptar ao contato e convívio com as pessoas. O mercado de trabalho nada mais é que uma amostra da sociedade. Quanto mais adaptável e comprometido na equipe, as pessoas que nos cercam, maiores serão as oportunidades e possibilidades de atingir o sucesso, seja ele na forma de um salário ou na forma de realização pessoal. Os gestores devem partir do princípio da isonomia, igualdade, tratando assim os desiguais de forma desigual à medida de suas desigualdades, para que assim, sejam elevados a um padrão de igualdade. Com isso serão certeiras todas as relações no ambiente organizacional.