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Grande parte das pessoas não dá importância ao estudo e planejamento das atividades necessárias à montagem e administração de um negócio próprio. Se aqueles que o fazem podem se dar mal, imagine os que atuam na base da improvisação, na confiança de que possuem uma boa ideia e experiência de vida, até mesmo por serem filhos de pais de sucesso no ramo de negócios . O primeiro erro que se comete é se isolar, atuar sozinho, sem debater a ideia maravilhosa com amigos, com familiares, com outros donos de negócios e com profissionais do ramo, entre os quais um bom escritório de contabilidade. As pessoas geralmente temem que outros lhe roubem a ideia. Temem que os concorrentes ou os amigos sejam invejosos e não irão dar o apoio a sua ideia e ao seu modo de agir. Procuram, quase sempre, apenas gerentes de banco, os últimos que deveriam conversar. Não estando preparados para analisar os riscos -- compreender as incertezas inerentes aos negócios, muito menos estimar a capacidade de pagamento de seus empréstimos -- acabam fazendo parte das estatísticas cruéis do empreendedorismo brasileiro, onde grande parte das atividades se encerram em menos de três anos de atividade. Então, o que fazer? Primeiro: fazer cursos, ler livros e revistas, pesquisar na internet, visitar negócios semelhantes e conversar, conversar muito. Segundo: identificar o seu mercado, quem serão os seus clientes e como serão atraídos ao seu negócio. Terceiro: escolher o ponto de venda, sabendo que ponto de venda no setor de comércio tem sido considerado o mais importante de tudo. O próximo passo seria simular um fluxo de caixa, identificando os investimentos para montar o negócio, o custo operacional (gasto mensal durante os primeiros anos de funcionamento), a estimativa de vendas e o lucro esperado. É importante considerar cenários adversos e como enfrentá-los. Esta forma de proceder, estudando e planejando, conhecendo melhor a si mesmo e ao negócio almejado, é conhecida como Plano de Negócios e será abordada em próximo artigo.