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Príncipe Dom João de Orleans e Bragança

Príncipe Dom João de Orleans e Bragança é bisneto da princesa Isabel e do Conde D’Eu. Fotógrafo, ele tem oito livros publicados que retratam a sua trajetória profissional. Em Piauí: luz do mar e do sertão, focalizou as pessoas e a cultura do estado nordestino, depois que realizou uma viagem de três mil quilômetros de carro durante dez dias, em 2007. Já fotografou também outras partes do mundo. João tem 60 anos recém-completados e é o descendente mais popular do Imperador D. Pedro II, mas conquistou também respeito por seus trabalhos de resgate histórico e seu grande interesse ambientalista.

Dom João de Orleans e Bragança diz ser contra corrupção

Fonte: Agência Brasil - por Vladimir Platonow | Edição: Fernando Fraga O membro da família real brasileira dom João de Orleans e Bragança, trineto do imperador Pedro II, participou da manifestação contra a corrupção, em Copacabana, mas fez questão de dizer que é contra o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. 'Eu sou contra o impeachment. A presidente Dilma ganhou as eleições legitimamente. E, se ela tiver que ser retirada, terá que ser legitimamente, através das eleições. É isso que dá legitimidade ao nosso ato de hoje', destacou. Dom João frisou que estava participando do movimento como cidadão, sem vincular sua condição de membro da casa real. 'Estou como cidadão. O movimento no Brasil inteiro não tem ideologia, não tem cor, não tem partido. É muito saudável para a democracia que se mostre a revolta com a corrupção deslavada, organizada e institucionalizada por políticos de vários partidos. O Brasil não merece isso. O Brasil merece respeito', disse. Outros manifestantes também destacaram sua revolta contra a alta dos impostos, como a médica Carmem Sônia Jorge, que carregava um cartaz com a frase 'Não Sou Elite Branca'. 'Eu pago uma fortuna de impostos e não tenho retorno. Eu quero o retorno dos impostos em saúde, educação e cultura.' Alguns faziam questão de levar a bandeira brasileira enrolada ao corpo, como o auxiliar administrativo José Francisco Lino. 'Como brasileiro, eu simplesmente espero que o Brasil tenha ordem e progresso. É isto que está na nossa bandeira. É pedir muito? Quero direitos básicos. A gente não quer revolução, não quer guerra. Corrupção não deve haver em nenhum lugar do mundo', afirmou Lino. A manifestação na orla de Copacabana começou a se dispersar por volta das 13h.