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Família Castro

A família Castro tem origem portuguesa e castelhana com raízes toponímicas, espalhados pela península ibérica, principalmente em seu quadrante noroeste (Galiza, Astúrias, Leão e norte de Portugal). Em Paraty, o patriarca vivo é o ex-prefeito de Paraty, RJ, Aloysio de Castro que herdou de seus antepassados o sobrenome Castro advindo de seus pais e avós imigrantes europeus. O Registro abaixo é de um livro de atas do Instituto Histórico Artístico de Paraty, o IHAP que relata um pouco da memória dos primeiros descendentes Castro em Paraty. Acervo: IHAP, Pesquisador Diuner Melo.

Ata do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP): origem da família Castro em Paraty, RJ

***********Procuração que fazem Silvano Gomes da Silva Peixoto e Castro, Da. Maria Margarida de Castro, João Silvano Peixoto de Castro, José Leandro de Castro e Palmira Emilia de Castro ao Comendador Eduardo da Costa Correia Leite. Saibam Quantos á presente virem que no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e seis, aos dezessete dia do mês de maio, nesta cidade de Paraty, da Província do Rio de Janeiro, do Império Brasil, em meu cartório compareceram com outorgantes Silvano Gomes da Silva Peixoto e Castro, por si e como tutor de seu filho impúbere Silvano; e sua filha Dona Maria Margarida de Castro, Maior de vinte e um anos de idade; e seus filhos João Peixoto de Castro e José Leandro de Castro, ambos maiores de quatorze anos, e menores de vinte e um; e mais a sua filha Palmira Emilia de Castro, maior de doze anos, e menor de vinte um anos de idade, todos por ele assistidos e autorizados, sem reservas, digo de idade, reconhecidos pelos próprios de mim Tabelião e das testemunhas abaixo nomeadas e assignadas do que dou fé, digo todos por ele assistidos e autorizados, sem reserva de citações, reconhecidos pelos próprios de mim Tabelião e das testemunhas abaixo nomeadas e assignadas do que dou fé, perante as quais por eles uniformemente me foi dito que nomeiam e constituem seu bastante procurador na cidade do Porto do Reino de Portugal ao Comendador Eduardo da Costa Corrêa Leite, negociante na mesma cidade com poderes de substabelecer este mandato, para o fim especial de representá-los em todos os termos dos inventários amigáveis ou judiciais a que se procederem por falecimento de seus pais e avós João Gomes da Silva e Castro e Dona Margarida Izabel da Silva Peixoto e Castro, falecidos o primeiro na freguesia de Santa Maria de Avioza, e a segunda na Rua Costa Cabral da referida Cidade; para cujo fim eles Outorgantes concedem ao dito seu procurador, ou substabelecidos, ilimitados poderes para citar receber citações, usar dos recursos legais, licitar, receber e dar quitações, nomear e aprovar lavrados, dar de suspeito a quem o for, requerer transferência para os seus nomes nas Repartições competentes d’ aquilo que lhes couber em partilha, e todos os demais poderes que lhe forem necessários a bem de salvaguardar os direitos que os Outorgantes tenham ás suas heranças, e o primeiro Outorgante Silvano Gomes Peixoto e Castro, ainda mais concede poderes ao supra dito seu procurador para repetir e receber do inventário de sua mãe a quantia que esta lhe ficou a dever conforme confessa em seu testamento. Assim o disseram do que dou fé, e me pediram este instrumento que lhes li, aceitavam e assignão fazendo a rogo de José Leandro de Castro e Palmira Emilia de Castro por não saberem escrever José Bernardino de Souza com as testemunhas o Advogado Augusto Nicolau de Souza Santos e Germano José da Silva, reconhecidos de mim Candido Nogueira Barboza; Tabelião o escrevi e assigno.(aa) Candido Nogueira Barboza; Silvano Gomes da Silva Peixoto e Castro; João Silvano Peixoto de Castro; Bernardino de Souza; Augusto Nicolau de Souza Santos; Germano José da Silva Liv. de Notas 35 – fls. 38 v a 39 v.