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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a epidemia de dengue está crescendo em todo mundo. De acordo com a OMS, 50 milhões de casos são registrados a cada ano, ameaçando a mais de um terço da população mundial. Na América Latina, o Brasil é o país com maior incidência da doença: somente no primeiro semestre foram registrados 555 mil casos, dos quais 200 mil foram do tipo hemorrágico, provocando 84 mortes. O relatório da OMS afirma que a doença assola principalmente a Ásia e América Latina. Transmitida pelo mosquisto Aedes Aegypti, a dengue é endêmica em centenas de países.
Desde que o vírus foi isolado pelo cientista polonês radicado nos Estados Unidos Albert Sabin, durante a II Guerra Mundial, ele dribla a ciência. Até hoje não há vacina e tratamento. O único método de combate é tentar matar o mosquito. Combate-se a dengue da mesma maneira que nos anos 1950. As armas contra a doença que pode levar à morte em sua forma grave são inseticidas, repelentes e a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti, mosquito que carrega o vírus. Atualmente, países como Brasil, Austrália, África do Sul, Indonésia e até os Estados Unidos sofrem com o mosquito da dengue, segundo relatos da Organização Mundial da Saúde. Vacina promissora contra à Dengue é a desenvolvida pelo laboratório Sanofi Pasteur, em Paris. O imunizante deve ser lançado entre o fim deste ano e o início de 2016. Evita-se mais de 70% dos casos de dengue tipo 3 e 4, e menos de 50% das infecções por dengue tipo 1 e 2. De acordo com os estudos, ela é capaz de reduzir em até 80% o risco de hospitalização causada por complicações da dengue; são necessárias, entretanto, três doses, com intervalo de seis meses entre elas. As únicas estratégias de combate contra a dengue indicadas pela OMS são o uso de telas em janelas e portas, a supressão ou proteção de reservatórios de água que funcionam como criadouros e o uso de inseticidas. No Brasil, em São Paulo, o estudo é o uso de mosquitos transgênicos. Produzidos por empresas de biotecnologia, como a brasileira Moscamed ou a britânica Oxitec, esses mosquitos machos, ao copularem com as fêmeas, geram descendentes incapazes de chegar à idade adulta. Assim, eles não transmitiriam a doença. A proposta é que a quantidade de mosquitos seja reduzida nos locais onde esses machos são soltos. O único inconveniente é que, até isso aconteça, é preciso soltar muitos mosquitos no ambiente. Fonte: Editora Abril | VEJA por Rita Loiola